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11 de maio de 2016

Resenha: Como eu era antes de você


Tradutora: Beatriz Horta
Ano: 2013
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
Classificação: ♥♥♥♥♥

★ ) Favorito  



Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Podemos observar duas coisas nas resenhas aqui do Fala Viel a primeira é que eu a-m-o a Intrínseca e a segunda é que eu s-e-m-p-r-e leio os livros anos depois do auge de vendas. rs

Resumindo Como eu era antes de você em uma palavra: Maravilhoso! Gostaria de tê-lo lido muito antes, a história é inspiradora e tocante.
Se o que você procura é um livro feliz, sobre finais felizes, cura e romantismo eu já alerto: Procure outra leitura. Comecei ler o livro um pouco antes dos trailers do filme serem divulgados na internet e viralizarem nas redes sociais, quem me acompanha aqui sabe que eu sempre prefiro ler os livros antes de assistir aos filmes e com esse não poderia ser diferente. E fico imensamente feliz de ter feito a leitura, sei que muitos detalhes serão cortados no longa.

O livro entrou para a minha lista de favoritos logo nos primeiros capítulos e isso é bem raro de acontecer, geralmente eu preciso ler até metade do livro pra saber se vou ama-lo ou odiá-lo, a historia me marcou e me tocou rapidamente. Grande parte desse apreço se da pela minha grande identificação com a personagem Lou.

Lembro-me de em 2013 ver o livro estampando as vitrines das livrarias e de pensar como aquela capa tão simplicita e uma sinopse tão cheia de detalhes poderiam guardar uma história incrível e sinceramente não entendo porque não o comprei e demorei tanto para enfim me dar a chance de aprender tanto e me apaixonar por esse livro.

Dificilmente me emociono com livros, acho que isso aconteceu em duas oportunidades em: A estrela que nunca vai se apagar e em Extraordinário mas, com Como eu era antes de você foi muito mais profundo, dolorido e reflexivo.
Franz Kafka tem uma frase que define bem as sensações desse livro, que é a seguinte:"Queremos livros que nos afetem como um desastre. Um livro deve ser como um machado diante de um mar congelado entre nós". Ao contrario do que muita gente pensa ao ler a sinopse Jojo Moyes não trata apenas da renuncia, da doação e da morte, mas fala também em esperança, amor e de quantas oportunidades a vida nos abre e que devemos abraça-las.

Will era um homem extremamente ativo, adorava viajar e praticar esportes radicais. Mas, sua vida muda completamente em uma manhã chuvosa quando se encaminha para o taxi que o levaria para o trabalho, ao atravessar a rua é atropelado e fica tetraplégico.
Louisa tem 26 anos e descobre que o café onde trabalha irá fechar, vê-se desempregada e aceita o emprego de cuidadora para um deficiente, que não é ninguém menos, ninguém mais que Will. Assina um contrato de seis meses de trabalho sem ter nenhuma experiência na função que exerceria. É exatamente neste período que a vida de ambos muda para sempre.

A narrativa é muito detalhada e aborda assuntos delicados, de maneira sensível Jojo construiu uma história de forma muito real, mostrando as dificuldades e limitações da vida de um tetraplégico. Will não aceitava sua nova condição de vida e Lou o ensina que é possível viver bem diante das suas limitações. É um tema de muita reflexão, quantas historias não vemos na Tv de pessoas que perderam o gosto de viver ou, pessoas que ao contrário disso fizeram das suas dificuldades e limitações historias vitoriosas e de muita garra. Atletas, músicos, mochileiros, palestrantes, professores e tantas outras profissões espalhadas por ai exercidas por seres humanos que poderiam estar jogados em uma cama lamentando sua condição. O livro retrata bem o quanto é humilhante algumas situações para pessoas nestas condições: A dificuldade para se locomover e chegar até os lugares, o olhar das pessoas com pena e até mesmo pessoas preconceituosas.




Will era sarcástico, mau humorado, reservado e havia deixado de lado toda a sua vaidade. Lou era seu oposto, mas vivia uma vida monótona sem grandes aventuras. É lindo ver como um mudou a vida do outro sem perceberem. Will ensina a Louisa o quanto é importante aventurar-se, arriscar e mudar. Lou mostra a Will como a vida é cheia de esperança, levou-o a lugares, mostrou possibilidades de uma vida feliz apesar de sua condição. O amor chega para eles de uma maneira pura, verdadeira e intensa. É lindo e dói.
Eu chorei em vários momentos do livro. Chorei porque queria que Will conseguisse superar as dificuldades e viver aquele amor. Chorei porque me vi muitas vezes na vida descrita de Lou. Chorei porque fiquei feliz com as mudanças da vida deles, enfim, chorei feito um bebê.

Se eu pudesse dar um único conselho para a sua vida, esse conselho seria:leia, leia e leia.

28 de março de 2016

Resenha: Não se apega, não | Não gostei? |


Era dezembro de 2014 e não se falava em outra coisa. Minhas amigas enlouqueceram com o titulo e me deram o ultimato: você precisa ler esse livro. Mesmo sem nenhuma delas terem de fato comprado o livro.

Estava na fila do caixa, enquanto aguardava minha vez encontrei jogado num cesto o tão falado livro. R$15,00 Dilmas, capa bonita, escrito por blogueira e abraçado pela intrínseca. O livro tinha tudo para ser bom. Comprei.
Antes de iniciar a leitura, pesquisei algumas resenhas (geralmente não faço isso) e vi que muita gente havia feito resenhas negativas, apesar de ter percebido que o livro não era pra minha idade decidir iniciar a leitura.

A confusão começa quando o livro é classificado como autoajuda. Começa com as 20 regas do desapego e ao longo da historia até aparecem alguns pequenos conselhos, mas de autoajuda o livro não tem nada. Pra mim, não passa de um diário bem humorado, com pensamentos, aventuras e situações cotidianas de uma garota de 22 anos. Nada além disso.

Louca, eu? Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Loucos são os que aguentam desaforo seguido de desaforo para não se verem sós, em suas próprias companhias. Eu não tenho medo de fica sozinha, afinal, nasci assim...Qual é? Tá, talvez eu tenha lá um pouquinho de medo de ficar sozinha, talvez isso seja mesmo normal" {P. 14}

Só na citação acima, já há duas coisas que me incomodam.
: A autora nega que o livro seja autobiográfico, apesar da personagem central ter o mesmo nome e sobrenome, as mesmas características físicas, idade, cidade...No começo achei ser uma mistura de realidade com ficção, depois cogitei que fossem historias reais com nomes trocados e terminei o livro acreditando que eram apenas historias que Isabela gostaria de ter vivido (já que com o passar das páginas a coisa fica bem fantasiosa).
E a coisa é a maneira como a historia do livro não é estruturada. Eu sei que por ser blogueira (e entendo perfeitamente) Isabela escreva de uma maneira mais solta, sem muita preocupação e que tentou deixar a historia leve e a leitura fácil para atingir públicos que normalmente não conseguem ir até o fim de um livro, mas, não faz o meu gosto. Não mesmo. 

O enredo é um pouco enrolado, há capítulos em que três ou quatro paginas são só "encheção de linguiça" que poderia ter sido muito mais aproveitado. No fim, trás algumas lições interessantes. Como disse anteriormente não é o tipo de historia que se encaixa na minha fase atual, provavelmente se tivesse lido uns 10 anos atrás seria meu top 1 de favoritos.

Aquele que não se ama procura no outro um amor incondicional que deveria existir dentro de si mesmo. Aquele que se ama se basta. Estar ao lado de alguém é apenas o simples fato de possuir uma boa companhia para desfrutar os seus dias. {P. 77}


Não é um livro que costumo indicar, inclusive houve pessoas que me pediram o livro emprestado e questionaram minha opinião e eu acabei fazendo a pessoa desistir da leitura. Mas, se o que você procura é uma leitura solta, para reviver historias juvenis e apenas para passar o tempo, então o livro fará sentido para você.

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21 de janeiro de 2016

Mulheres - Charles Bukowski; Tradução de Reinaldo Moraes

Titulo: Mulhere
Autor: Charles Bukowski
Tradução: Reinaldo Moraes
Numero de páginas: 372
Classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: " Eu tinha cinquenta anos e há quatro não ia para a cama com nenhuma mulher". Este é Henry Chinaski, Hank, escritor, alcoólatra, amante de música clássica, alter ego de Charles Bukowski e protagonista de Mulheres. Mas este não é um livro convencional - nem poderia ser, em se tratando de Bukowski - no qual um homem está à procura de seu verdadeiro amor.

Após um período de jejum sexual, sem desejar mulher alguma, Hank conhece Lydia - e April, Lilly, Dee Dee, Mindy, Hilda, Cassie, Sara, Valerie, não importa o nome que ela tenha. Hank entra na vida dessas mulheres, bagunça suas almas, rompe corações, as enlouquece, as faz sofrer. E no fim elas ainda o consideram um bom sujeito. Publicado em 1978, mulheres, o terceiro romance de Bukowski é a essencia de sua literatura: com o velho Chinaski, ele sintetiza a alma de todos aqueles que se sentem à margem, Escrevendo em prosa Bukowski poetiza a dureza da vida e nos dá uma pista: "ficção é a vida melhorada".


De todas as resenhas que já fiz talvez essa seja a mais difícil de ser feita. O livro desperta tantas emoções que tenho medo de deixar a resenha confusa.

Se os livros tivessem classificação indicativa em suas capas, Mulheres seria indicado para maiores de 18. Alcoól, sexo, jogos e violência estão presentes por todas as páginas do livro. Com uma narrativa quase autobiografica, Bukowski diz:  Ficção é a vida melhorada.
Mulheres retrata várias situações que descreve as relações pessoais de Chinaski, um senhor de 50 anos atormentado com a sua aparência e com a dificuldade que tinha em arrumar namoradas em sua adolescência. Tornando-se relativamente conhecido por sua escrtia de poemas e contos Chinaski vê na fama a oportunidade de relacionar-se com mulheres outrora inacessiveis.

O fato é que por todas as páginas e a cada novo romance as mulheres de Chinaski são tratadas de maneira objetificada, o que pode desgradar um grande numero de mulheres. Particularmente evitei me apegar a esse tipo de detalhe.

"Você escreve de uma maneira tão tosca - disse ela.- Parece uma marretada, só que dada com humor e ternura..." Capitulo 21 

Essa é uma leitura agressiva e sem sensura nenhuma na tradução do autor, mesmo quando as palavras soam "fortes", não há a troca por palavras "socialmente aceitas", o que pra mim é um ponte fortissimo da leitura.

Sou dessas que sai rabiscando o livro, usando marca texto e post-it para deixar em evidência as páginas onde guardei minhas frases favoritas. Li Mulheres através de uma estante virtual pelo celular e não poderia ser diferente, criei muitos marcadores reservando minhas passagens prediletas.

Gosto sempre de leituras que tragam reflexões profundas, mas este não é o caso do livro, mesmo assim vale a pena.
Um ponto negativo no enredo é que as historias repetem-se milhares de vezes, fazendo com que a leitura torne-se monótona. Perdi as contas de quantas mulheres apareceram no livro com os seguintes acontecimentos: conhecia uma mulher - através de cartas ou de alguma leitura -, marcava o encontro, buscava a mulher no aeroporto - ou era buscado -, iam para casa, bebiam até não aguentar mais, tentava uma relação sexual, não conseguia, desculpava-se e dormia, no dia seguinte finalmente transavam e a historia se repetia.
Ao meio desse ciclo, Buk lança alguma reflexão, ao fim do livro já não conseguia absorver nenhuma informação já que a leitura tinha tornado-se maçante.

Apesar da irritação com a repetição do enredo, Buk continua sendo sensacional.

23 de outubro de 2015

Política para não ser idiota.

Titulo: Política para não ser idiota
Número de paginas: 112
Classificação: 4/5 estrelas
Você encontra: clicando aqui ou pode baixar clicando aqui
Autor: Mário Sergio Cortella & Renato Janine Ribeiro

Sinopse: Devemos conclamar as pessoas a se interessarem pela politica do cotidiano ou estaríamos diante de algo novo, um momento de saturação do que já conhecemos e maturação de novas formas de organização social e politica?
Este livro apresenta um debate inspirador sobre os rumos da politicas na sociedade contemporânea. São abordados temas como a participação na vida publica, o embate entre a liberdade pessoal e bem comum, os vieses de escolhas e constrangimentos, o descaso dos mais jovens em relação à democracia, a importância da ecocidadania entre tantos outros pontos que dizem respeito a todos nós. Além dessas questões, claro, esses pensadores de nossa realidade apontam também algumas ações indispensáveis, como o trabalho com politica na escola, o papel da educação nesse campo, como desenvolver habilidades de solução de conflitos e de construção de consensos.
Enfim, um livro indispensável ao exercício diário da cidadania.

Opinando: Cortella é um filosofo com sacadas geniais, desde que assisti a palestra dele intitulada " Se você não existisse, que falta faria?" me apaixonei.
Em tempos de agitação politica, crise, inflação, manifestações e etc é extremamente importante causar uma reflexão politica nas pessoas. As pessoas estão guerriando e divididos em dois grupos: Os que defendem sua posição politica ferrenhamente a ponto de perderem a razão contra os que preferem não se envolver com a politica. O livro é exatamente para esse segundo grupo.

" A expressão idiótes, em grego, significa aquele que só vive a vida privada, que recusa a politica, que diz não a politica. " ( Página 7 )

A forma escolhida para a criação do livro não me agradou. Trata-se de um dialogo entre os dois autores, dialogo esse dirigido com cada um expondo o que pretendia. Criei uma expectativa além do que o livro forneceu. Por se tratar de dois autores excepcionais, de conhecimentos vastos e sabedoria impar, esperava que o livro trouxesse mais mais conteúdo, mais reflexões e idéias do que esse formato permitiu.

A leitura foi breve por tratar-se de apenas 112 páginas, mesmo abaixo das minhas espectativas e tratando-se de um livro sobre filosofia e politica a leitura é leve.
Pretento re-ler  dando uma chance extra, esse é um daqueles livros que a cada releitura você aprende uma nova lição!

"Alguns hoje entendem liberdade e direitos como uma propriedade ou objeto de consumo "

8 de abril de 2015

Extraordinário

Titulo: Extraordinário
Numero de paginas: 320
Editora: Intrinseca
Classificação: 5/5 estrelas
Você encontra clicando aqui

Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma deformidade fácil, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade...até agora.Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

O livro é todo narrado sobre a perspectiva de Auggie, os amigos e familiares.  Recheado de momentos emocionantes e descontraídos, o livro consegue transmitir claramente o impacto que um menino tão especial pode ter na vida e comportamento de todos ao seu redor. Comovente, forte e extraordinariamente positivo o livro consegue tocar a todos os leitores.
Extraordinário, mudou a minha vida.

Devorei o livro em três dias, porque é simplesmente impossível parar de lê-lo. Auggie passa por coisas terríveis desde o primeiro dia na escola e a vontade que tive durante toda a leitura era de coloca-lo no colo e acalentar seu cabelo, só para dize-lo que tudo ficaria bem. O livro trata de forma muito real o bullying, mostrando o quanto crianças podem ser assustadoras e cruéis. O livro me trouxe lembranças muito fortes da época do colégio. Me lembrei claramente das vezes em que fiz bullying - que naquela época não tinha esse nome, era só "zoação" mesmo - e das vezes que sofri com ele.
Extraordinário deveria fazer parte da lista de leitura obrigatória para qualquer criança, em qualquer idade. Não tenho duvidas de que o guardarei para passar boas lições aos meus filhos e auxiliar na educação deles.


Auggie me mostrou como é possível viver de maneira simples e feliz apesar das dificuldades e da maneira como as outras pessoas te enxergam.
Se você assim como eu, gosta de grifar e/ou anotar todas as passagens e trechos mais marcantes dos livros que lê, prepare-se, extraordinário é recheado de boas frases. 
Inclua extraordinário na lista de leitura obrigatória e se apaixone por August.






22 de agosto de 2014

A estrela que nunca vai se apagar.


Titulo: A estrela que nunca vai se apagar
Numero de paginas: 448
Editora: Intrinseca
Classificação: 5/5 estrelas
Você encontra clicando aqui


Você chorou lendo A culpa é das estrelas? Então, eu aconselho que você adquira um box de Livro+ toneladas de lenços quando comprar A estrela que nunca vai se apagar.

Esther Grace foi diagnosticada com câncer de tireoide aos doze anos de idade, já com metástases no pulmão. Com o tumor nos pulmões, ela precisou usar tubos de oxigênio para auxiliar na respiração, fazendo com que sua locomoção fosse complicada. Durante seu tratamento espalhou grande lições, entre elas o fato da vida ser valiosa e sempre valer a pena.

" Apenas seja feliz, e, se você não conseguir ficar feliz, faça coisas que o deixem feliz. Ou fique sem fazer nada com as pessoas que o fazem feliz " - Pagina 384.

Esther faleceu em 2010 logo após completar dezesseis anos, serviu de inspiração para milhares de pessoas que acompanhavam seus vlogs ( você pode vê-los clicando aqui ). A vida de Hazel Grace foi inspirada em Esther, que era amiga do autor Jhon Green. Eles se conheceram em 2009 em uma conferencia para fãs de Harry Potter.

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que quando cheguei a 100ª pagina fiz um post recomendando o livro e dizendo que estava extremamente emocionada. O que mais me tocou foi o fato de que Esther sempre soube que apesar dos diversos tratamentos iria morrer e levava a vida com muita alegria, eram raros seus momentos de tristeza e isso tocou minha vida, me fez ver quantas vezes reclamamos de barriga cheia e quantas coisas belas existem e a gente deixa passar sem dar o minimo valor.

[...] que é possível viver com depressão sem ser consumido por ela e que o sentido da vida está na união, na família e nas amizades que transcendem e sobrevivem a todo tipo de sofrimento.
— página 19


O livro foi montado a partir do diario de Esther + conversas que ela tinha com amigos + ponto de vista dos pais e médicos + depoimentos dos amigos e irmãos. Nós de fato entramos na vida da família Earl, fotos, desenhos, cartas, pequenos fraguementos dessa linda menina.

O livro é intenso e é preciso estar preparado e de coração aberto para iniciar a leitura. Apesar da historia ser triste, é linda e tem uma lição de vida maravilhosa, é simplesmente incrível,

O que importa é amar os amigos completa e totalmente, o melhor e o pior lado, e amar mais do que apenas as coisas boas. Trata-se de mostrar que você está disposto a aceitá-los pelo que são, que eles não devem se sentir inseguros ou constrangidos na sua presença, o que pode ser uma tarefa difícil
— página 217


Não há maneira menos emocional para resenhar esse livro, tenho certeza que Esther também não iria querer pessoas a descrevendo de maneira informal, tudo o que ela queria era fazer alguma coisa que marcasse a vida de outras pessoas, ser lembrada por alguma coisa boa e ela conseguiu, tocou não só a vida daqueles que tiveram a sorte de conhece-la, mas a minha também.

Esther era apaixonada por gatos e queria muito ser escritora. Tenho certeza de que eu compraria todos os livros que ela escrevesse se tivesse tido a oportunidade de chegar a faze-los. De uma inteligencia e maturidade admiráveis para a sua idade, ela me conquistou e tenho certeza de que ira conquistar vocês também.
Link do seu blog - créditos

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