21 de janeiro de 2017

Talvez você não se case com o amor da sua vida



Eu sei, uma afirmação dessa tira a gente um pouco dos trilhos. Eu acredito em grandes amores, mas vivo como se não.
Eu não tenho mais expectativas fúteis quanto aos romances. Não espero mais sentir aquela sensação de estar flutuando, de ter borboletas no estômago e de sentir que por alguns segundos meu sangue parou de circular. Tudo isso porque eu já tive um grande amor que me fez sentir tudo isso. Então sim, eu acredito em grandes amores.

Era um amor que consumia, uma sensação de que eu estava sendo tomada por um incêndio e todas as áreas da minha vida eram devastadas. O tipo de amor que inspirava textos, que era lembrado em músicas e fazia chorar ao assistir comédia romântica. Era poético, amor de verdade que superava a distância. O tipo “amor da sua vida”.
Vou declarar uma coisa que, em 2017 parece loucura, mas, eu acredito em almas gêmeas. E acho que a coisa funciona mais ou menos assim:
O universo conspirará para que você encontre o amor da sua vida. Você ficará com ele, dividirá sua vida, aprenderá infinitas coisas com ele, darás tudo de mais belo e puro que carrega dentro do peito, permitirá que ele te influencie e te faça mudar em aspectos que nem você imaginava ser capaz. Será uma das experiências mais incríveis da sua vida. Se tiver sorte, casará com ele.

Mas, ás vezes não somos capazes de mantê-los. Porque apesar de ser puro, sincero e profundo – tão profundo que te fará sentir dores físicas -, o amor não é capaz de conquistar tudo. Ele não triunfa sobre os vacilos do outro, não impede que o outro cruze o caminho de outras pessoas, que mude de planos, não molda o outro as nossas vontades e nem supera as diferenças. O amor não é tudo o que sustenta a relação.
Você quer morar na praia, ter dois filhos e uma carreira de sucesso. Ele quer conhecer o mundo, trocar de emprego quando não se sentir mais feliz. As vezes os sonhos de vocês não se encaixam. Nesse momento, você toma a maior atitude de amor que se pode ter: deixa o outro ir. Em alguns casos, você não tem escolha e quando perceber a pessoa já partiu.

Mas isso não faz desse amor menos amor que aqueles que triunfam até o altar. Algumas pessoas se amam mais em um mês que outras poderão se amar em cinquenta anos. E, apesar das coisas que esse amor não foi capaz de superar, não há nada que o desqualifique. Precisamos aceitar que apesar dos caminhos terem se divergido não há maneira de reescrever as memórias e lições que esse amor trouxe. Não há razão para sair em busca de um amor maior, melhor, mais forte e apaixonado que dure para o resto da vida só para preencher o espaço de amor da sua vida. Ao fim dessa jornada só nos resta a gratidão por ter sido capaz de sentir tantas coisas e aprendido outras mil.

Deixar o amor da sua vida partir não pode ser a tragédia da sua vida e no fim das contas pode até ser uma benção. Algumas pessoas nunca chegam a encontra-lo. 

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