5 de maio de 2016

Um amor que o tempo matou




Ele passou dez anos pedindo por uma chance. Ela passou dez anos dando chance a outras pessoas.
Ele insistia em dizer que era diferente de todos os canalhas que já a fizeram sofrer, declarava com veemência que seu amor era tão grande e verdadeiro que saberia esperar o tempo que fosse necessário até que ela se entrega-se. Ela cansou das desilusões e de ferir seu coração com relações destrutivas que a faziam chorar em silêncio no escuro do seu quarto. Decidiu que era hora de ser feliz e dar uma chance para aquele que por tantos anos manteve-se firme ao seu lado, aguardando pacientemente sua vez.

No começo do amor tudo era confirmação. Ele era o melhor beijo da vida dela, a melhor transa e sem duvidas a melhor companhia para tudo. Fizeram planos e construirão pequenos sonhos incluindo um ao outro a cada passo. Não restava duvidas: eram o amor da vida um do outro. O santo bateu. O coração se entregou. A vida voltou a sorrir.
Ela lia textos que afirmavam que namorar seu melhor amigo era a melhor escolha que uma mulher poderia fazer e se convencia todas as manhãs de que os tempos difíceis  de amor solitário haviam acabado e que finalmente seria plena e feliz.

Era como na música do Luan Santana: vai ser nossa cidade, nosso telefone, nosso endereço, nosso apartamento. Mas não foi, não vingou.
Ele ainda tinha assuntos mau resolvidos e não conseguiu cumprir todas as promessas que fez por tanto tempo. Cometeram assassinato do amor mais bonito que a cidade toda já viu e pediram um tempo. A estrada que era uma, abriu-se novamente. Dois caminhos, duas pessoas, uma de cada lado.

O tempo para os apaixonados é cruel, carrega para longe toda a chama que aquece o peito e trás questionamentos enlouquecedores. Tudo o que foi vivido parece tornar-se mentira.
Ela voltou a ter dias de tormenta, mas decidiu que manter-se forte era a decisão mais madura que poderia tomar no momento, isolou-se e pouco falou do assunto. Pedia ao tempo que não fosse desleal com seus sentimentos e rezava todos os dias pedindo aos céus um acalento ao seu peito.

Hoje, é outra mulher, já não se humilha mais e aprendeu que amor só é bonito se for reciproco, intenso e transparente. Aprendeu que seu silêncio vale ouro e que nem todas as promessas bonitas se concretizam. Segue em frente, enfrenta e mantém seu sorriso.

Um comentário:

  1. Adorei o texto, acho que muitas pessoas esquecem disso "que amor só é bonito se for reciproco, intenso e transparente", talvez seja por isso que muitas relações não vão para frente Emoticon unsure

    Tha, indiquei você para responder a tag Liebster Award lá no blog, espero que você goste de participar.
    http://colecaodeacasos.blogspot.com.br/.../tag-liebster...
    Beijoos.

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