21 de janeiro de 2016

Mulheres - Charles Bukowski; Tradução de Reinaldo Moraes

Titulo: Mulhere
Autor: Charles Bukowski
Tradução: Reinaldo Moraes
Numero de páginas: 372
Classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: " Eu tinha cinquenta anos e há quatro não ia para a cama com nenhuma mulher". Este é Henry Chinaski, Hank, escritor, alcoólatra, amante de música clássica, alter ego de Charles Bukowski e protagonista de Mulheres. Mas este não é um livro convencional - nem poderia ser, em se tratando de Bukowski - no qual um homem está à procura de seu verdadeiro amor.

Após um período de jejum sexual, sem desejar mulher alguma, Hank conhece Lydia - e April, Lilly, Dee Dee, Mindy, Hilda, Cassie, Sara, Valerie, não importa o nome que ela tenha. Hank entra na vida dessas mulheres, bagunça suas almas, rompe corações, as enlouquece, as faz sofrer. E no fim elas ainda o consideram um bom sujeito. Publicado em 1978, mulheres, o terceiro romance de Bukowski é a essencia de sua literatura: com o velho Chinaski, ele sintetiza a alma de todos aqueles que se sentem à margem, Escrevendo em prosa Bukowski poetiza a dureza da vida e nos dá uma pista: "ficção é a vida melhorada".


De todas as resenhas que já fiz talvez essa seja a mais difícil de ser feita. O livro desperta tantas emoções que tenho medo de deixar a resenha confusa.

Se os livros tivessem classificação indicativa em suas capas, Mulheres seria indicado para maiores de 18. Alcoól, sexo, jogos e violência estão presentes por todas as páginas do livro. Com uma narrativa quase autobiografica, Bukowski diz:  Ficção é a vida melhorada.
Mulheres retrata várias situações que descreve as relações pessoais de Chinaski, um senhor de 50 anos atormentado com a sua aparência e com a dificuldade que tinha em arrumar namoradas em sua adolescência. Tornando-se relativamente conhecido por sua escrtia de poemas e contos Chinaski vê na fama a oportunidade de relacionar-se com mulheres outrora inacessiveis.

O fato é que por todas as páginas e a cada novo romance as mulheres de Chinaski são tratadas de maneira objetificada, o que pode desgradar um grande numero de mulheres. Particularmente evitei me apegar a esse tipo de detalhe.

"Você escreve de uma maneira tão tosca - disse ela.- Parece uma marretada, só que dada com humor e ternura..." Capitulo 21 

Essa é uma leitura agressiva e sem sensura nenhuma na tradução do autor, mesmo quando as palavras soam "fortes", não há a troca por palavras "socialmente aceitas", o que pra mim é um ponte fortissimo da leitura.

Sou dessas que sai rabiscando o livro, usando marca texto e post-it para deixar em evidência as páginas onde guardei minhas frases favoritas. Li Mulheres através de uma estante virtual pelo celular e não poderia ser diferente, criei muitos marcadores reservando minhas passagens prediletas.

Gosto sempre de leituras que tragam reflexões profundas, mas este não é o caso do livro, mesmo assim vale a pena.
Um ponto negativo no enredo é que as historias repetem-se milhares de vezes, fazendo com que a leitura torne-se monótona. Perdi as contas de quantas mulheres apareceram no livro com os seguintes acontecimentos: conhecia uma mulher - através de cartas ou de alguma leitura -, marcava o encontro, buscava a mulher no aeroporto - ou era buscado -, iam para casa, bebiam até não aguentar mais, tentava uma relação sexual, não conseguia, desculpava-se e dormia, no dia seguinte finalmente transavam e a historia se repetia.
Ao meio desse ciclo, Buk lança alguma reflexão, ao fim do livro já não conseguia absorver nenhuma informação já que a leitura tinha tornado-se maçante.

Apesar da irritação com a repetição do enredo, Buk continua sendo sensacional.

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